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Petrolina de luto! Morre Dona Salomé Nunes

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INOCÊNCIA ESTÁ DE LUTO

Dona Salomé Nunes

Faleceu na manhã desta quarta-feira(18) em Recife-PE, Dona Maria Salomé Nunes Martins.

Dona Salomé estava com 99 anos, faria 100 anos no próximo dia 15 de outubro. Ela nasceu em 1921, natural de Itamotinga – Ba.

Foi casada com Jose Ferreira Nunes(in memorian), comerciante em Petrolina, dono da Sapataria Nunes, localizada na Rua Souza Junior, durante muitos anos.

Deixa os filhos: Wilson José Nunes, Maria Helena Nunes Lyra (in memorian), Frederico José Ferreira Nunes, Armando Ferreira Nunes (in memorian), Péricles Ferreira Nunes, Júlio César Ferreira Nunes (in memorian), Aliomar Ferreira Nunes e Danilo Ferreira Nunes. E mais 15 netos. 9 bisnetos.

O sepultamento será em Petrolina. A família está providenciando o translado, para atender a vontade de Dona Salomé, que pediu para ser sepultada em Petrolina-PE,  ao lado de seus familiares mais próximos

Dona Salomé, faleceu na manhã desta quarta-feira(18) logo cedo. Teve problemas respiratórios. Foi atendida em casa por profissionais e equipamentos de saúde. Mas não resistiu e foi a óbito.

Segundo Péricles Nunes, um dos filhos, o corpo de Dona Salomé poderá chegar a  Petrolina  provavelmente nesta quinta-feira(19), pela manhã.

Péricles discorreu um pouco da História de Dona Salomé. Segundo ele, pais de Dona Salomé, desceram as barrancas do São Francisco, no início do milênio passado, depois de desavenças com o grupo de Lampião, em Itamotinga (BA), distrito de Juazeiro, que na linguagem indígena significa Pedra Branca e aportaram em outras cores, nos Vermelhos, distrito de Coripós, tribo que juntamente com os Cariris habitava na ilha de Santa Maria, hoje intitulada, Santa Maria da Boa vista. Daí pra Jutaí, também município de Coripós e finalmente para o município de Petrolina (onde fundaram uma fazenda denominada Lagoa Grande à margem direita do riacho Pontal, afluente do São Francisco).

Em Petrolina casou-se com um membro da família Barracão, José Ferreira Nunes que terminado os estudos em Salvador – BA veio a ser comerciante de calçados em Petrolina.

“A matriarca, que me lembro como a leoa matriarca pelo denodo e proteção como criava sua prole extensa de 8 (oito) filhos, se dividia entre o balcão da sapataria, seus afazeres domésticos com o inigualável dom na cozinha, na máquina de costura e no chamamento aos deveres de casa, da escola, dos seus filhos.O poder matriarcado ficou mais forte ao enviuvar no final do milênio passado. Queria a todos bem vestidos e estudados e com a consecução, transferiu estes esmeros aos netos.