Estado registrou um crescimento de 85% no número de mortes no período de pandemia 

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Durante a pandemia do Coronavírus, o número de complicações por doenças cardiovasculares aumentou. Isso, porque o medo de contrair o vírus provocou uma diminuição na procura pelos atendimentos médicos, acarretando um aumento do número de mortes, em casa, decorrentes de doenças mal controladas como a hipertensão, diabetes e dislipidemias. Com isso, o número de pessoas que morreram por doenças cardiovasculares no primeiro trimestre de 2020 foi 32,17% maior em comparação ao mesmo período de 2019.

Segundo a Sociedade Brasileira de cardiologia (SBC),Pernambuco registrou um crescimento de 85% no número de mortes por doenças cardiovasculares no período de pandemia, do seu início, no Brasil, até a última semana de maio. Os estados com maior crescimento foram Amazonas (94%), Pernambuco (85%), São Paulo (70%), Ceará (63%), Espírito Santo (45%), Alagoas (43%), Rio Grande do Norte (35%) e Pará (34%). Também houve aumento de 88,7% nos óbitos em domicílio causadas por doenças cardiovasculares inespecíficas, que provocaram morte súbita. Os casos passaram de 3.619, entre março e maio de 2019, para 6.829 no mesmo intervalo de 2020.

Dra. Manuella Muniz

De acordo com a cirurgiã do coração, Manuella Muniz, esse crescimento está ligado ao acesso limitado a hospitais em locais onde houve sobrecarga do sistema de saúde. Além disso, a redução da procura por cuidados médicos devido ao distanciamento social ou por medo de contrair Covid-19 também contribuiu com os dados, o que dificultou a detecção e o tratamento precoce de sintomas gerados por patologias cardiovasculares.

“Assim como as consultas, as cirurgias também foram afetadas com a pandemia. Muitos pacientes que vinham fazendo exames cardiológicos, investigando sintomatologias relevantes como dor torácica e desmaios, interromperam a investigação por receio de retornarem ao médico, consequentemente, ficando sem o tratamento adequado”, comenta, acrescentando que todos os cuidados ao sair na rua devem ser mantidos, mas subestimar os sintomas do coração e adiar o controle dessas doenças traz sérios riscos à saúde com um todo.

CIRURGIAS – Além do medo que assolou a sociedade em contrair o vírus, a Organização Mundial da Saúde (OMS) junto ao Ministério da Saúde e às Sociedades Cirúrgicas decidiram por bem adiar muitas cirurgias eletivas. A decisão se deu para disponibilizar leitos e funcionários para pacientes com o novo Coronavírus, bem como evitar que o paciente que interna para a cirurgia cardíaca pudesse contrair o vírus. Nesse último caso, aumentariam os riscos após cirurgia.

Para evitar que evoluam os casos de pessoas com problemas cardíacos, podendo levar à morte, a Sociedade Brasileira de Cardiologia tem alertado sobre a importância do tratamento das doenças cardiovasculares. O objetivo é informar à população que pacientes com fatores de risco para doenças cardiovasculares, doença cardíacas prévias, sem histórico de problemas cardíacos, mas com sintomas como dor no peito, sensação de coração acelerado, falta de ar, tontura ou outros sintomas, devem ligar para seu médico ou irem ao hospital –  imediatamente – e não devem ficar em casa aguardando a resolução espontânea dos sintomas.

“Então, os pacientes que realizaram ecocardiograma, teste ergométrico e exames mais invasivos como cateterismo precisam retornar aos seus médicos para que juntos possam iniciar o tratamento adequado”, alerta.

Serviço: 

Cardiovasculares Cirurgiões 

Endereço: Empresarial Rio Mar – Av. República do Líbano, 251 – Pina, Torre III sala 2707. 

Fone: (81) 38771505 / 971005151

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