Neste ano, entre janeiro e outubro, foram realizados 1.378 transplantes em Pernambuco

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Pernambuco ocupa o primeiro lugar no Norte e Nordeste em número de transplantes de coração, rim, pâncreas e medula óssea, com mais de 22 mil procedimentos ao longo dos 25 anos da Central de Transplantes do Estado (CT-PE).  Os números foram apresentados na manhã desta quinta-feira (12), no auditório do Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe), no bairro do Espinheiro, na Zona Norte do Recife.

O CT-PE, instituído pelo Governo de Pernambuco, comemora, neste mês de dezembro, 25 anos de sua criação e foi a primeira do Norte e Nordeste a atuar na área, antes mesmo da criação do Sistema Nacional de Transplantes, que só aconteceu em 1997.

Dos mais de 22 mil transplantes realizados ao longo desses 25 anos, o maior quantitativo foi de córnea, com mais de 12,3 mil procedimentos, seguido de rim (4,5 mil) e medula óssea (2,7 mil). “Há muito ao que se comemorar. São muitos avanços. Pernambuco vem se destacando em números de transplante e se tornando referência para outros estados. Nosso desafio é fortalecer a divulgação para que todos garantam e conheçam a política de doação”, contou a coordenadora da CT-PE, Noemy Gomes.

No Brasil, a doação de órgãos e tecidos precisa ser autorizada por um parente de até segundo grau do doador. “É muito importante conscientizar a população. Temos capacidade de transplantar ainda mais. A negativa das famílias para a doação é de aproximadamente 50%. Temos pernambucanos sofrendo, aguardando por um órgão, e precisamos conscientizar essas pessoas nesse momento difícil, que é a perda de um parente“, afirmou o estadual de Saúde, André Longo.

Balanço
Neste ano, entre janeiro e outubro, foram realizados 1.378 transplantes. Desse total, 647 foram de córnea, 324 de rim, 210 de medula óssea, 133 de fígado e 39 de coração. De acordo com a Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), Pernambuco ocupa o primeiro lugar no Norte e Nordeste no número de procedimentos de coração, rim, pâncreas e medula óssea.

De acordo com a coordenadora da CT-PE, desde meados de 2017, Pernambuco mantém o status de córnea zero. Isso significa, de acordo com a CT-PE. que todo paciente com indicação para o procedimento faz o transplante em até 30 dias, já contabilizado o tempo com a realização dos exames necessários para entrar na fila de espera. “A fila já foi bem maior, com mais de cinco mil pessoas. Hoje o número de pacientes em espera são os renais, que aguardam a libertação da hemodiálise”, afirmou Noemy Gomes.

Atualmente, há 1.448 pacientes aguardando um órgão ou tecido em Pernambuco. A maior fila é a de rim, com 1.087 pessoas, seguida de córnea (188), fígado (113), medula óssea (29), coração (17) e pâncreas (14).

Doações em vida
Além da doação de órgãos e tecidos após o falecimento, também é possível transplantar em vida parte do rim, fígado e pulmão, afora da medula óssea. Nesse último caso, a pessoa interessada em doar deve ir ao Hemope fazer o cadastro e coleta de uma amostra de sangue, para a realização dos exames de compatibilidade.

Em Pernambuco, o cadastro do doador de medula óssea é feito nas unidades do Hemope do Recife, Caruaru, Garanhuns, Serra Talhada, Arcoverde, Ouricuri e Petrolina. Para ser um doador, o interessado deve ter entre 18 e 55 anos, participar de uma palestra sobre o assunto e assinar um termo de consentimento, além de preencher uma ficha com informações pessoais.(Folha de Pernambuco)

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