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Papa Francisco faz apelo contra a “lógica das armas” na mensagem de Páscoa

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Diante de quase 60.000 fiéis, o jesuíta argentino, de 87 anos, mencionou vários países, tanto no Oriente Médio como da África, passando por Haiti e Mianmar

Papa Francisco durante a mensagem pascal 'Urbi et Orbi' e bênção à cidade e ao mundo como parte das celebrações da Semana Santa (Foto: TIZIANA FABI / AFP)
Papa Francisco durante a mensagem pascal ‘Urbi et Orbi’ e bênção à cidade e ao mundo como parte das celebrações da Semana Santa (Foto: TIZIANA FABI / AFP )

Da Ucrânia a Gaza, o papa Francisco revisou neste domingo (31) os diversos conflitos que afetam o mundo e fez um apelo, durante sua mensagem de Páscoa no Vaticano, para que “não nos rendamos à lógica das armas”.

“Não permitamos que as hostilidades em andamento continuem a afetar seriamente a população civil, já exausta, especialmente as crianças. Quanto sofrimento vemos nos seus olhos. Com o seu olhar nos perguntam: Por quê? Por que tanta morte? Por que tanta destruição?“, questionou o pontífice durante a bênção “urbi et orbi”.

“A guerra é sempre um absurdo e uma derrota! Não permitamos que ventos de guerra cada vez mais fortes soprem sobre a Europa e o Mediterrâneo. Não nos rendamos à lógica das armas e do rearmamento”, completou Francisco.

Diante de quase 60.000 fiéis, o jesuíta argentino, de 87 anos, mencionou vários países, tanto no Oriente Médio (Líbano, Síria) como da África (Sudão, Moçambique e República Democrática do Congo), passando por Haiti e Mianmar. Também mencionou as “conversações” entre Armênia e Azerbaijão.

O papa reiterou o pedido de libertação dos reféns israelense e de um cessar-fogo imediato em Gaza, no momento em que começa uma nova série de negociações para uma trégua entre Israel e Hamas.

Também pediu um “troca geral de todos os prisioneiros entre a Rússia e a Ucrânia”, países em guerra desde fevereiro de 2022, quando Moscou invadiu a ex-república soviética.

Francisco também fez um apelo às pessoas com “responsabilidade política a não pouparem esforços no combate ao flagelo do tráfico humano, trabalhando incansavelmente para desmantelar suas redes de exploração e trazer liberdade àqueles que são suas vítimas”.

Por: AFP