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O que se sabe sobre a vacina da Johnson & Johnson

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A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) aprovou, nesta quinta-feira (11), a vacina de dose única contra a Covid-19 do laboratório americano Johnson & Johnson, que se torna o quarto imunizante a receber sinal verde na União Europeia (UE).

 (Pixabay/Reprodução)

Confira abaixo informações sobre a vacina:

Qual a segurança e eficácia?

Talvez o número mais importante a saber seja “zero”. Esse é o número de pessoas que morreram de Covid-19 depois de receber a injeção em um teste mundial em massa com 40.000 pessoas, em comparação com sete que receberam o placebo.

No geral, a vacina preveniu a Covid-19 em suas formas moderada a grave em 66,1% após 28 dias da injeção. Considerando apenas as formas graves, a prevenção foi de 85,4%.

O que é mais surpreendente é que os bons resultados contra doenças graves foram mantidos tanto na África do Sul quanto no Brasil, onde as variantes mais contagiosas foram dominantes durante o período de teste.

Em termos de segurança, uma análise de 44.000 pessoas mostrou que a vacina foi geralmente bem tolerada, com efeitos colaterais típicos, como dor no local da injeção, dor de cabeça, fadiga e dores musculares. Foi notificado pelo menos um caso de anafilaxia (reação alérgica grave). Reações desse tipo também foram relatadas com outras vacinas Covid-19 em raras ocasiões.

Documentos divulgados pela Food and Drug Administration (FDA) dos Estados Unidos, que já concedeu aprovação de emergência à injeção, mostraram alguns casos de urticária em pessoas que tomaram a vacina.

A FDA também disse que o acompanhamento de longo prazo seria necessário para determinar se a vacina estava ligada a um pequeno número de casos de coagulação potencialmente perigosos e ao zumbido (zumbido nos ouvidos).

Como comparar com outras vacinas autorizadas?

As vacinas baseadas em RNA da Pfizer e Moderna mostraram 95% de eficácia contra todas as formas de Covid-19, mas uma comparação direta ainda é difícil de fazer.

Isso ocorre porque seus testes clínicos ocorreram antes do aparecimento das novas variantes, algumas das quais se mostraram menos suscetíveis às vacinas atuais. As vacinas de RNA provavelmente ainda têm uma vantagem, mas a vacina J&J; oferece vantagens logísticas significativas.

Requer apenas uma dose e pode ser armazenado por muito tempo em refrigeradores, em vez de freezers, o que é especialmente importante para os países em desenvolvimento.

Embora um caso de anafilaxia tenha sido relatado, suspeita-se que causará menos reações devido à forma como a vacina é formulada.

Qual tecnologia utiliza?

A vacina da J&J; usa um adenovírus que causa o resfriado comum, que foi geneticamente modificado para não se replicar, para transportar o gene para uma estrutura fundamental do coronavírus. Essa parte é o que dá ao vírus sua aparência de coroa.

A vacina induz as células humanas a fabricarem essa proteína, e nosso sistema imunológico desenvolve anticorpos contra ela, impedindo o vírus de invadir as células. Além dos anticorpos, a vacina também ativa a produção de células T imunológicas, que matam as células infectadas e ajudam a produzir mais anticorpos.

A injeção da J&J; é conhecida como “vacina vetorial de adenovírus”. A empresa já havia produzido, com a mesma tecnologia, um imunizante contra o Ebola aprovado pela União Europeia.

As vacinas Oxford-AstraZeneca e Sputnik também são vetoriais de adenovírus. Todas usam moléculas de DNA de cadeia dupla para transportar instruções genéticas, em vez do RNA de cadeia simples usado pela Pfizer e Moderna. O DNA é mais resistente, o que permite que essas vacinas sejam armazenadas em temperaturas mais altas.

O que mais é preciso saber?

A J&J; começará a conduzir testes clínicos para crianças e mulheres grávidas em breve.

Embora a vacina da J&J; até agora tenha sido em dose única, a empresa também está testando um regime de duas doses para ver se produz uma resposta melhor.

Mas as vacinas de RNA podem ter uma vantagem sobre as vacinas de adenovírus quando se trata de reforços.

Alguns cientistas levantaram preocupações de que o sistema imunológico reconhecerá e atacará os adenovírus encontrados anteriormente, o que reduziria a eficácia da segunda injeção.

Isso pode ser especialmente importante quando os fabricantes procuram desenvolver imunizantes específicos para variantes, pois os fabricantes de vacinas de adenovírus podem precisar encontrar novos vetores.

Por: Estado de Minas