Sistemas Agroflorestais: uma alternativa para manter a floresta em pé by  IASB Serra da Bodoquena - issuu
Lan?ado virtualmente projeto que  visa garantir o protagonismo do jovem do campo e sua perman?ncia na zona ruralCom a proposta de criar um Programa Técnico e Educativo de Sistemas Agroflorestais (SAFs) nas Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) e também nas comunidades, com o objetivo de garantir novas experiências com a participação ativa e protagonista dos estudantes do campo, foi lançado, neste sábado (29), o projeto SAF EDU EFA: Intercâmbio de Conhecimento das Escolas Famílias Agrícolas sobre Educação Ambiental, Sistemas Agroflorestais e Produção Agroecológica, através de transmissão ao vivo pelo canal TV EFA.

O projeto será realizado pela Rede das Escolas Famílias Agrícolas Integradas do Semiárido (REFAISA), a partir da metodologia proposta pela Pedagogia da Alternância no Tempo Escola e no Tempo Comunidade, levando em conta as particularidades de cada região. O projeto conta com o apoio do FIDA e será realizado em parceria com o Irpaa e o programa Adaptando Conhecimento para a Agricultura Sustentável e o Acesso a Mercados (AKSAAM), executado pelo Instituto de Políticas Públicas e Desenvolvimento Sustentável (IPPDS) da Universidade Federal de Viçosa (UFV), através da Fundação Arthur Bernardes (Funarbe).

De acordo com Tiago Pereira da Costa, egresso de EFA e hoje Diretor da Refaisa, esse novo projeto vai colocar em prática os conhecimentos que já vêm abrindo caminhos para a juventude do campo há alguns anos. “Esse grande projeto se soma a um conjunto de estratégias que as EFAs já vêm desenvolvendo ao longo de 50 anos. Na Bahia, há mais de 30 anos. Numa sociedade contemporânea, esse projeto dialoga com algumas perspectivas fundamentais para assegurar a formação plena”, afirmou.

As EFAs de Sobradinho, Antônio Gonçalves, Monte Santo, Inhambupe / Alagoinhas, na Bahia, e Ladeirinhas, em Sergipe, serão as escolas contempladas pelo projeto SAF EDU EFA. As iniciativas, nessas localidades, deverão possibilitar a sustentabilidade socioambiental e de inovações tecnológicas, promovendo a resiliência do bioma Caatinga às mudanças climáticas.

Tendo como base a educação, por meio das ferramentas propostas pela Pedagogia da Alternância, prática iniciada, no Brasil, no final dos anos 60, o recém-lançado projeto já conta com o entusiasmo dos próprios estudantes, jovens do campo. Durante o lançamento virtual, a estudante Emily Silva recitou dois cordéis e colocou o seu ponto de vista positivo sobre o programa. “As EFAs têm esse potencial de mostrar que o jovem no campo, se ele tiver oportunidade, ele tem conhecimento e capacidade de chegar onde quiser”, destacou.

Investindo na população que mora na zona rural, o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA) é um dos apoiadores do projeto. Representando a instituição, Leonardo Bichara pontuou que a iniciativa é o primeiro passo para ações futuras de viabilização da vida no campo. “Um projeto como esse vai servir para plantar sementes em várias comunidades, que futuramente vão estar capacitadas para receber investimentos maiores”, declarou.

Na constante defesa dos direitos das comunidades, povos e categorias que necessitam de protagonismo na sociedade, o Irpaa também está entre os parceiros do projeto SAF EDU EFA. Cícero Félix, coordenador geral da instituição, participou do lançamento virtual, evidenciando a importância desse programa para incentivar a permanência das pessoas, e principalmente dos jovens, no campo. “Num momento tão difícil que estamos vivendo no Brasil, esse projeto é um sinal de esperança. A esperança não no esperar, mas no fazer, na ação. Nós temos um desafio muito grande que é manter a juventude no campo. Nós queremos ter um rural ou as ruralidades com gente, um campo com gente. Não queremos um campo apenas com máquinas, com tecnologias. Nós queremos um campo com pessoas. Esse projeto alimenta essa expectativa”, sustentou. (IRPAA)

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