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Insuficiência cardíaca: 10% dos pacientes internados morrem no Brasil, mostra estudo

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Embora taxa seja elevada, pesquisadores observaram uma redução em comparação ao índice cinco antes antes

Insuficiência cardíaca: 10% dos pacientes internados morrem no Brasil, mostra estudo

Cerca de 10% dos pacientes internados com insuficiência cardíaca no Brasil morrem em decorrência do quadro, mostram os resultados do novo estudo do Registro Brasileiro de Insuficiência Cardíaca (Breathe), conduzido por pesquisadores da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC). Os dados foram apresentados no Congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia, que aconteceu em Barcelona, na Espanha, no final de agosto.

O estudo avaliou pacientes internados com insuficiência cardíaca por até um ano em dois momentos. O primeiro, em 2011, analisou casos distribuídos por 43 centros do país. Já o segundo, em 2016, ampliou esse número para 57 unidades de saúde. No total, foram monitoradas três mil pessoas. Embora a taxa encontrada no período mais recente seja alta, 9,6%, ela apresentou uma queda em relação ao primeiro monitoramento, quando era de 12,6%.

A insuficiência cardíaca é uma síndrome clínica que leva o coração a perder ou a diminuir a capacidade de bombear sangue adequadamente. Geralmente, ela decorre de outros problemas de saúde que afetam o desempenho do órgão.

O tratamento com medicamentos é capaz de estabilizar ou reverter a disfunção cardíaca, mas por ser um quadro ligado a outros fatores, o paciente precisa manter o acompanhamento médico. Em casos mais graves, a insuficiência cardíaca pode levar à necessidade da implantação de um marcapasso ou de um transplante de órgão.

Para os pesquisadores responsáveis pelo Breathe, uma das causas para o número alto de pacientes hospitalizados que morrem é a falta de adesão correta ao tratamento. O fato leva diversas pessoas a voltarem a ser hospitalizadas em períodos curtos por não seguirem a orientação correta de administração dos remédios, por exemplo.

Segundo os dados apresentados no congresso, 16% dos pacientes precisaram ser internados novamente no período de três meses após a hospitalização, e 26% no período de seis meses depois. Em 2011, esses percentuais também eram mais elevados: 19% e 31%, respectivamente.

O quadro, que acomete 2% da população mundial, foi a causa da morte da atriz e humorista Claudia Jimenez, de 63 anos, no final de agosto. Antes, ela já havia passado por três cirurgias no coração e por tratamento de radioterapia para combater um câncer no tórax.

Quais são os sintomas?
Os sinais estão ligados à incapacidade do coração em bombear de maneira adequada o sangue para o resto do corpo. Alguns dos principais sinais relatados são:

  • Falta de ar;
  • Inchaço nas pernas;
  • Congestão pulmonar;
  • Fadiga intensa.
    Como a insuficiência cardíaca pode levar a quadros graves caso a causa não seja diagnosticada e tratada, é recomendado que, ao sentir os sintomas, o paciente busque imediatamente a orientação médica especializada de um cardiologista.

Como prevenir a insuficiência cardíaca?
As maneiras de se evitar a insuficiência cardíaca estão ligadas à prevenção de suas causas, como doenças do coração, hipertensão, diabetes, obesidade, entre outras.(O Globo)

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