O Instituto de Medicina Integral professor Fernando Figueira (IMIP) inaugurou na sexta (22), o primeiro Biobanco do Nordeste, com objetivo de desenvolver novas técnicas de tratamento em oncologia, dando assim um importante passo na cura contra o câncer. O Biobanco do IMIP é um serviço de coleta e armazenamento de material molecular de tumores que será utilizado para fins de pesquisa e, consequentemente, desenvolvimento de novas técnicas de tratamento.

A inauguração do Biobanco representa um marco para pesquisa em Pernambuco, por ser o primeiro Biobanco de tumores do Estado, e fará parte da Rede de Biobancos da América Latina e do Caribe (REBLAC), e da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC).

Os recursos utilizados para implantação do Biobanco foram do Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica – PRONON (P.J e P.F) e da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (FACEPE). Foi investido um total de R$ 1.742.912,93. O secretário estadual de saúde, André Longo, que prestigiou a inauguração se comprometeu em ajudar o Biobanco com a manutenção do custeio.

“Com a implantação do Biobanco do IMIP, a população pernambucana usuária do SUS terá acesso a diagnósticos moleculares de última geração na área da oncologia e também ao tratamento personalizado, determinando maiores chances de cura e melhor qualidade de vida”, afirmou a diretora de Pesquisa do IMIP, Leuridan Torres.

O Instituto faz parte da rede Oncológica de Pernambuco e é o único hospital habilitado no estado como Centro de Assistência em Alta Complexidade em Oncologia (Cacon). O IMIP realiza, em média, cerca de 30 mil quimioterapias por ano. “Além de beneficiar a população carente do Estado, pesquisadores da área da saúde e a comunidade de um modo geral, o Biobanco consolida o IMIP como centro de referência em pesquisa, diagnóstico e tratamento de doenças oncológicas”, disse a superintendente-geral do IMIP, Tereza Campos.

Biobanco – A incidência do câncer vem crescendo bastante no mundo inteiro, com grande impacto em âmbito individual e social. A doença é hoje a segunda causa de morte no Brasil e no mundo, com projeção para tornar-se a primeira até 2030, com um aumento de 50% nos números de novos casos. Os biobancos (bancos de tumores) são fundamentais para o sucesso do tratamento e pesquisa do câncer, segundo a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC). Ao garantir o armazenamento adequado do material biológico (fragmentos de tumores e sangue, por exemplo), o Biobanco do IMIP atuará dentro das normas técnicas e éticas nacionais e internacionais.(Ascom)

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui