A Central de Transplantes de Pernambuco completou 25 anos na última quinta-feira (12). Na ocasião, o serviço ligado à Secretaria Estadual de Saúde, prestou uma homenagem ao Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP).

A Unidade Geral de Transplante (UGT) do IMIP foi inaugurada em abril de 2008. Só este ano, foram realizados mais de 400 procedimentos. Para agradecer pelo empenho e dedicação da Instituição à causa, foram entregues certificados às equipes transplantes de córneas, rim/pâncreas, renal, coração, equipe da Comissão Intra-hospitalar e Transplantes (CIHDOTT), do Banco de Olhos e de medula óssea.

Atualmente, há 1.448 pacientes aguardando um órgão ou tecido em Pernambuco. A maior fila é a de rim, com 1.087 pessoas, seguida de córnea (188), fígado (113), medula óssea (29), coração (17) e rim/pâncreas (14).

Qualquer pessoa pode doar seus órgãos, desde que não tenha passado por doenças que possam ter contaminado ou que prejudiquem o funcionamento do órgão. Para que ocorra a doação, primeiramente, é preciso haver a confirmação de morte encefálica do paciente – quando não há mais atividade cerebral, mas os órgãos continuam em funcionamento, com a ajuda de aparelhos. Para isso, há um rígido protocolo, com a avaliação médica e realização de uma série de exames. Após essa confirmação, é hora da permissão dos familiares para que ocorra a doação.

O primeiro, e mais essencial, passo para se tornar um doador é avisar a seus parentes sobre esse desejo, pois, de acordo com a legislação dos transplantes no Brasil, a doação deverá ser consentida pelo familiar de até 2º grau. Após assinatura do termo de autorização, a Central encaminha o órgão para um receptor compatível, obedecendo a ordem da lista única do Estado. Não havendo compatibilidade, o órgão entra na lista nacional, podendo ser enviado para outro Estado do país.

OPO Dom Malan

A Organização de Procura de Órgãos do Hospital Dom Malan (OPO) também faz parte deste cenário. Através de um trabalho de parceria, sobretudo com a Central de Transplantes, a OPO conseguiu tornar Petrolina a 6º cidade do país que mais realiza doações. 

Até agosto desse ano já tinham sido contabilizados 115 órgãos doados. E apesar do índice de efetividade ter baixado um pouco do ano passado para cá, o município está na disputa pelo ranking.(Ascom)

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