A tradição pernambucana de doces remete à história, com a chegada dos portugueses no Brasil, passando pela integração com a cultura negra e indígena, permitindo a geração de novos hábitos e paladares na cultura local.

Como todos os caminhos levam ao açúcar em Pernambuco – seja pela tradição da cana ou das frutas tropicais – nada melhor do que resgatar e dar ênfase a esses sabores da terra. Foi com base nessa simbologia que a Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação iniciou, em Petrolina, a segunda fase do Programa Pernambuco Doce, uma parceria com o SEBRAE e o Sinddoces. Doces, aliás, que foram presenteados ao governador Paulo Câmara, ao secretário do Trabalho, Alberes Lopes, ao prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, e ao presidente da Assembleia Legislativa, Eriberto Medeiros na agenda do programa Todos Por Pernambuco.

O Pernambuco Doce tem fases individuais e coletivas, também abrangendo empreendimentos em Pesqueira, Afrânio e Arcoverde, todos do Sertão pernambucano. O atendimento não é feito sempre em conjunto porque há maturidades distintas entre os empreendedores envolvidos. Porém, os municípios sertanejos foram escolhidos por se destacarem na produção de frutas tropicais ou por terem grandes potenciais nessas áreas.

Afinal, quem consegue resistir a um doce de banana em rodinhas, um caju em caldas ou passa, ou uma boa goiabada caseira produzida por mãos pernambucanas?

Segundo a gerente da Agência de Empreendedorismo, Irenilda Magalhães, dentro do programa, as frutas tropicais passaram a ser a aposta principal na fabricação de doces, dando mais originalidade e qualidade aos produtos. Ela conta que as etapas do programa acontecem de forma independente em cada um município, podendo um estar mais adiantada do que a outra.

Petrolina, por exemplo, iniciou a fase 2, cujo foco é a melhoria da produção, sendo composta por: melhoria do processo produtivo por meio das boas práticas de fabricação; capacitação para o responsável técnico em boas práticas de fabricação de alimentos e criação do manual de boas práticas de fabricação.

De acordo o secretário do Trabalho, Emprego e Qualificação, Alberes Lopes, o programa beneficiará empreendimentos com foco em estimular, preparar estes pequenos negócios para atuarem com mais competitividade e inovação a partir da melhoria da gestão, do processo produtivo, do desenvolvimento de novos produtos e da busca de novos mercados. Alberes Lopes lembra que o Governo do Estado entra com o aporte de R$ 159,6 mil, justamente a contrapartida que os empreendimentos não podem bancar.

Indagado de que modo o programa pode ajudar a mudar a economia de Pernambuco, ele menciona o contagio social e o fortalecimento do pequeno negócio. “Quando uma empresa melhora, a tendência é que a outra se inspire e queira melhorar também. Se tem uma pessoa se desenvolvendo do meu lado, no meu município, a tendência é que a gente também queira ficar melhor não é?”(Ascom Seteq)

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