Funcionários dos Correios decretam greve por tempo indeterminado

Os sindicatos dos trabalhadores dos Correios decidiram nesta segunda-feira (17) decretar greve por tempo indeterminado já que não houve acordo na proposta de reajuste salarial em curso. A informação é do Uol. De acordo com o site, os funcionários afirmam que a greve precisa acontecer para que os direitos dos trabalhadores sejam mantidos. Eles também se colocam contra a privatização da estatal.

O presidente dos Correios, general Floriano Peixoto, afirmou à coluna de Carla Araújo, do Uol, que “a divulgação de informações deturpadas ou inverídicas prejudica os funcionários, a empresa e a população em geral”.

“O que testemunhamos é uma tentativa de confundir os empregados acerca de temas sobre os quais a direção dos Correios não tem influência: os estudos de desestatização são conduzidos pelos órgãos competentes e baseados em minucioso planejamento que visa, ao fim e ao cabo, à determinação da melhor alternativa para a empresa e para a sociedade”.

“Todos os sindicatos decidiram pela paralisação hoje”.

Segundo ele, nos locais onde há terceiro turno de trabalho a greve começou às 22h desta segunda. Já nos demais locais, em todo o país, a paralisação começa a partir da meia-noite.

Marinho disse ao Uol que a proposta da estatal é injusta e tira benefícios, por exemplo, de filhos dependentes dom necessidades especiais. “Não podemos permitir esse retrocesso de direitos”.

No fim do mês passado, Floriano Peixoto afirmou que a proposta apresentada pela empresa “é condizente com sua situação financeira e a realidade do país”.

O argumento é rebatido pelos trabalhadores, que alegam que a estatal vem dando lucros e que há uma discrepância elevada entre os salários da diretoria e dos funcionários.

Segundo a Fentect, Floriano escalou pelo menos dez militares em cargos estratégicos da direção dos Correios e suas subsidiárias ganhando salários de R$ 30 a R$ 46 mil, que é o salário do presidente. “Enquanto isso, o trabalhador de carreira de nossa empresa ganha o salário de R$ 1,7 mil por mês”.(Correio)

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