Começou a  campanha “Sinal Vermelho Contra a Violência”, uma iniciativa do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), com o objetivo de auxiliar mulheres que estejam sofrendo violência doméstica durante o isolamento social causado pela pandemia da Covid-19.

A campanha conta com o apoio de diversas entidades, como a Associação Brasileira das Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma), Associação Brasileira das Redes Associativistas de Farmácias e Drogarias (Abrafad), Conselho Federal de Farmácia (CFF), Instituto Mary Kay, Grupo Mulheres do Brasil, Mulheres do Varejo, Conselho Nacional dos Chefes da Polícia Civil e Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Sinal Vermelho Contra a Violência Doméstica

O objetivo da campanha é utilizar as farmácias como agentes de comunicação, ajudando mulheres que estejam sendo vítimas de violência doméstica a denunciarem seus agressores. Ao todo, quase 10 mil farmácias em todo o país participarão.

A vítima deve desenhar um “X” vermelho na mão e exibi-lo ao farmacêutico ou atende da farmácia, que seguirá um protocolo para acionar a polícia. Os profissionais das farmácias não serão conduzidos à delegaria e nem, necessariamente, chamados a testemunhar.

Aumento de casos de violência doméstica

Renata Gil, presidente da AMB e juíza criminal no Rio de Janeiro há 22 anos, explica que uma das consequências da quarentena foi expor mulheres e crianças a uma maior vulnerabilidade dentro do próprio lar. Normalmente, a maioria delas tem vergonha, receio do agressor e medo de morrer: “A vítima, muitas vezes, não consegue denunciar as agressões porque está sob constante vigilância. Por isso, é preciso agir com urgência”.

A conselheira do CNJ e procuradora regional da República, Maria Cristiana Ziouva, afirma que, na maioria dos casos, as agressões são cometidas por parceiros e que o abuso do álcool também pode provocar comportamentos violentos: “Situações de estresse e instabilidade econômica potencializam os riscos, especialmente neste momento delicado”.

Segundo dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, entre março e abril de 2020, o índice de feminicídios cresceu 22,2%. Já as chamadas para o número 180 tiveram aumento de 34% em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com balanço do governo federal.

Participação das farmácias

O diretor-executivo da Abrafad, Nilson Ribeiro, afirma que é uma honra poder contribuir para este movimento de solidariedade e responsabilidade social: “Queremos que esta corrente do bem, coordenada pelos órgãos da Justiça brasileira, elimine qualquer tipo de agressão física e moral contra as mulheres. Estamos juntos e buscaremos ser facilitadores e apoiadores deste movimento social, recebendo dignamente as mulheres em nossos estabelecimentos de saúde, as farmácias”.

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