Desrespeitando a população de Petrolina, mais uma vez, os vereadores da bancada do prefeito Miguel Coelho derrubaram solicitações de informações dos vereadores da Bancada de Oposição, na sessão ordinária remota desta quinta (18). Os situacionistas seguiram as orientações da liderança do governo municipal, Aero Cruz, que alegou que as informações constam no site da prefeitura e rejeitaram os cinco requerimentos dos vereadores Paulo Valgueiro, Gabriel Menezes e Gilmar Santos que apresentaram os requerimentos, justamente, pela ausência de informações e documentos no Portal da Transparência, quando o prefeito, inclusive, viola a Constituição Federal e a Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso a Informações Públicas) que determinam a transparência e a publicidade dos atos da administração pública.

“A blindagem ao prefeito é a prova de que tem muito angu nesse caroço, que tem muita coisa nebulosa e por isso os vereadores da situação querem ajudar o prefeito a esconder do povo de Petrolina. Negam ao povo de Petrolina o direito à informação sobre a gestão do erário público”, salienta Paulo Valgueiro, líder da bancada de Oposição.

Os vereadores do prefeito rejeitaram dois requerimentos de autoria do vereador Paulo Valgueiro. O Requerimento nº 149/2020 que solicitava ao presidente da Câmara de Vereadores a criação de uma Comissão Parlamentar Suprapartidária temporária para visitar os almoxarifados da Secretarias de Saúde e de Educação, a fim de fiscalizar a aplicação dos recursos financeiros destinados ao combate à pandemia do Covid-19, e a distribuição das cestas básicas aos alunos da rede pública municipal, durante a suspensão das aulas em decorrência da pandemia. E o Requerimento n° 150/2020, que pedia ao prefeito Miguel Coelho informações e documentos referentes às empresas RACS Comércio e Serviços de Informática Ltda – ME, a Gráfica e Editora Canaã Ltda, a Texgraf Editora Ltda, a AJS Comércio e Representações Ltda e outras, citadas na 17ª Operação de Repressão Qualificada do ano, denominada de RipStop, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco e o DRACCO, para investigar crimes de fraudes em licitações, uso de documentos falsos, lavagem de dinheiro e promoção e integração de organização criminosa e, lamentavelmente, Petrolina está entre as cidades investigadas pela contratação dessas empresas pela Prefeitura.

Rejeitaram também dois requerimentos do vereador Gilmar Santos. O de n° 124 que pedia a apresentação do detalhamento das ações e despesas oriundas das obras previstas no convênio Nº 31962/2018, a programação de execução das obras e o planejamento de todas as ruas a serem pavimentadas. E o de n° 125 que solicitava informações sobre o Plano Diretor do Município de Petrolina, que até o momento não foi enviado à Câmara Municipal.

Já o vereador Gabriel Menezes teve o requerimento n° 141 rejeitado pelos vereadores do prefeito. A proposição solicitava do prefeito a lista com todas as portarias de nomeações e respectivos salários dos parentes diretos e colaterais dos vereadores da atual legislatura e secretários municipais, que ocupam cargos comissionados na Prefeitura de Petrolina.

Os cinco requerimentos rejeitados na última sessão se somam às inúmeras solicitações de transparência feitas durante esses quase 30 meses de gestão do Governo Novo Tempo, também rejeitadas pela bancada do prefeito Miguel Coelho que tentam a todo custo blindar o prefeito. As últimas notícias de que a prefeitura Petrolina é uma das empresas investigadas pela Polícia Civil por indícios de fraudes em licitações parece justificar os esforços dos vereadores em blindar o prefeito para manter as informações solicitadas na mais absoluta obscuridade.(Ascom)

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