Foto: Agência Brasil
Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta

Durante a reunião com o presidente Jair Messias Bolsonaro neste sábado (29), o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta apresentou cenários possíveis para a doença no Brasil e advertiu o chefe de estado e outros ministros no encontro. Logo em seguida, perguntou “Estamos preparados para o pior cenário, com caminhões do Exército transportando corpos pelas ruas? Com transmissão ao vivo pela internet?

Segundo informações do Estadão, Mandetta também fez um apelo para o presidente criar “um ambiente favorável” com a intenção de unir União, Estados, municípios e setor privado para trabalharem em conjunto, sempre de acordo com os critérios científicos. O ministro também deu a sugestão de criar uma central de equipamentos e pessoal, para otimizar o remanejamento de leitos, respiradores e profissionais de saúde de um Estado a outro, dependendo da necessidade.

Ainda segundo informações, Mandetta também pediu a Bolsonaro para não amenizar a gravidade da situação nas manifestações públicas e deixou claro que, se o presidente fizesse isso, seria obrigado a criticá-lo.  E Bolsonaro rabateu que, nesse caso, iria demiti-lo.

O ministro falou que ele e sua equipe não iriam pedir demissão no meio da crise, mas estão prontos para sair depois dela, sendo o caso. Disse que não tem ambições políticas nem reivindica nenhuma posição de destaque. “Fazer movimento assimétrico de efeito manada… Daqui a duas semanas, três semanas, os que falam ‘vamos fazer carreata’, vão ser os mesmos que ficarão em casa. Não é hora”, disse Mandetta.

Apesar desses momentos tentos, os ministros presentes consideraram que o resultado foi bom e a reunião serviu como um “freio de arrumação”, até porque, de outro lado, todos, inclusive o ministro da saúde, apresentam preocupação na economia, no funcionamento dos transportes na infraestrutura como um todo. %u2800

Além de Bolsonaro e Mandetta, estiveram presentes na reunião os ministros Fernando Azevedo (Defesa), Sérgio Moro (Justiça), Luiz Eduardo Ramos (Secretaria do Governo), Braga Neto (Casa Civil), Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e André Mendonça (AGU) e Antônio Barra Torres (Anvisa). (Agência Brasil)

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