Medida foi tomada no momento em que o Brasil soma 347 mil pessoas infectadas pelo vírus e mais de 22 mil mortes

Como esperado e anunciado previamente, os Estados Unidos suspenderam, na noite deste domingo, 24, a entrada de brasileiros em território americano. O presidente Donald Trump ameaçava decretar as restrições desde o final de abril, quando o descalabro da pandemia de coronavírus no país começava a se mostrar fora de controle.

A medida também restringe a entrada de estrangeiros provenientes do Brasil. Era só questão de tempo. Apesar das ditas boas relações entre o presidente Jair Bolsonaro e o mandatário americano, as pressões para que os Estados Unidos fechassem suas fronteiras para brasileiros era cantada. Prefeito de Miami, um dos principais destinos dos brasileiros, Francis Suárez já vinha defendendo abertamente o bloqueio de viajantes brasileiros no país.

O gesto de Donald Trump simboliza a preocupação latente do país em relação às medidas restritivas e vem na ressaca da proibição da entrada de viajantes de outros centros onde a doença já se mostrou fora do controle. A medida vale a partir do próximo dia 29.

A proibição acontece no dia seguinte ao que o país superou a Rússia em números oficiais de infectados como a segunda nação mais acometida pela pandemia. “Essa atitude mostra claramente que estamos numa situação em que o mundo todo nos vê como ameaça. Os países vizinhos, como Argentina, Uruguai e Paraguai, já expressaram a preocupação com a ameaça do descontrole da pandemia no Brasil, mas não tomaram medida nenhuma”, destaca Rubens Ricupero, ex-embaixador do Brasil nos Estados Unidos.(VEJA)

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