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Especialista dá dicas para evitar ação de golpistas no PIX; confira

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 (Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil)
Na última sexta-feira (27), o Branco Central anunciou algumas mudanças no PIX. Até a data, o meio de pagamento instantâneo vinha sofrendo uma alta no número de golpes contra usuários, como sequestros relâmpagos e roubo de contas.
As mudanças aplicadas pelo BC preveem a redução dos crimes contra os usuários. no entanto, a atenção e os cuidados para evitar a ação de golpistas não se tornaram menos importantes. Para isso, o professor Leandro Silva, coordenador dos cursos de gestão EAD no Centro Universitário Newton Paiva, dá dicas aos usuários.
Para ele, a redução do risco de ser vítima de algum desses golpes depende, em grande parte, da conscientização. “Hoje, as pessoas praticamente levam seus bancos em seus smartphones. Assim sendo, é preciso estar mais atento, se prevenir e suspeitar de qualquer informação que seja solicitada ou enviada”, recomenda.
Desde que foi inaugurado no Brasil, em novembro de 2020, o PIX tem conquistado cada vez mais usuários. Segundo uma pesquisa da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o crescimento médio mensal do número de adeptos à plataforma é de 18%.
Contudo, a popularidade do sistema de transferência também traz consigo alguns problemas, especialmente aqueles que envolvem a segurança das contas e a vulnerabilidade dos usuários.
Apesar da inauguração relativamente recente, já existe uma série de modalidades de golpes via PIX. Os mais comuns são o contato de funcionários falsos de bancos e instituições financeiras, a invenção do sequestro de parentes ou amigos e a clonagem da conta do WhatsApp para pedidos de transferências aos contatos.
Veja como evitar os golpes 
A principal dica de Leandro é que os cidadãos se informem sobre os procedimentos das instituições financeiras para identificar as tentativas de golpe com mais facilidade.
Ele atenta sobre os pedidos de informações pessoais, usuais nas tentativas de golpes. “Como o banco já possui todos os dados do cliente, não existe necessidade de entrar em contato posteriormente solicitando confirmação, muito menos via WhatsApp ou mensagem de texto”, afirma.
A desconfiança, para o professor, pode ser uma aliada. “Sempre desconfie de pedidos de informações pessoais ou links enviados por aplicativos de mensagens”, enfatiza.
Ataque relâmpago cresce 39% e roubo com Pix dispara 
Outra forma recorrente das ações criminosas é a tentativa de enganar o usuário do PIX por meio de fake news. Nos últimos meses, os golpistas têm circulado a informação de que houve uma falha no sistema e, assim, a vítima teria a permissão de receber de volta o dobro de valores transferidos para uma determinada chave: a do golpista.
No entanto, trata-se de uma informação falsa. Não há registros de nenhuma falha no sistema até o momento. Se o usuário tiver qualquer suspeita ou dúvida em relação a isso, o melhor caminho é buscar informações oficiais.
Leandro reitera a importância dos cuidados com o aparelho telefônico, que com o avanço da tecnologia se tornou uma “mini agência bancária”.
“Usar um bom antivírus, ativar verificação em duas etapas para os principais aplicativos e manter um sistema de proteção de acesso são algumas medidas simples, mas que podem fazer grande diferença”, finaliza.