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País encerra o ano com mais de 12 milhões de desempregados. Recuperação gradual da economia ainda deixará muita gente fora do mercado de trabalho

Desempregada há dois anos e morando em um barraco de madeira em Luziânia (GO), a 60km de Brasília, Luísa Soares da Silva, 38 anos, deseja neste Natal um trabalho formal para ter a chance de mudar de vida. “Minhas dificuldades são muitas, mas a questão financeira é a maior. Eu tenho seis crianças pequenas e preciso de um emprego para poder dar uma alimentação de qualidade para eles. É ruim demais ver o seu filho pedindo um pedaço de pão e não ter como dar”, desabafa. O sonho dela — em condições semelhantes ou não — é partilhado por 12,4 milhões de desocupados que sonham com a inserção no mercado de trabalho. Seria a melhor forma de ter, de fato, um Natal feliz e um próspero ano-novo.

Com 2019 chegando ao fim, muitos nutrem expectativas e esperanças para o ano que se avizinha. Sobretudo em um cenário em que a economia, pouco a pouco, começa voltar aos trilhos. Brasileiros sem ocupação que começam a ouvir histórias ou a observar o familiar, amigo ou o vizinho conseguindo emprego passam a, naturalmente, vislumbrar o mesmo para si. Um cenário que, em 2020, traz uma probabilidade maior de pessoas, como Luísa, de se reinserir no mercado.

A atividade econômica ensaia um crescimento entre 2% e 2,5% para o próximo ano, com possibilidades de chegar a 3%, na opinião de analistas que contam com mais investimentos. O Produto Interno Bruto (PIB) neste patamar amplia as chances de os brasileiros conseguirem um posto formal, afirma Tony Volpon, ex-diretor do Banco Central e economista-chefe do UBS Brasil. “O mercado de trabalho está dando sinal de maior formalização do emprego. E isso é um sinal positivo”, destaca.(Correio Brasiliense)

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