O consórcio dos governadores do Nordeste criaram uma versão regional do programa Mais Médicos. A iniciativa reúne os nove governantes da região. O objetivo do programa é suprir a demanda por atendimento que se criou com a saída dos médicos cubanos. Os profissionais começaram a deixar o Brasil em novembro de 2018, com a eleição de Bolsonaro, que sempre criticou o programa.

A iniciativa do Consórcio surge como uma resposta ao Governo Federal, que esvaziou o Mais Médicos, prejudicando o acesso do povo mais pobre ao sistema de Saúde. O programa prevê ampliação do atendimento e parcerias com as universidades estaduais.

O Consórcio Nordeste é coordenado pelo governador da Bahia, o petista Rui Costa, e conta ainda com outros três governadores do PT: Camilo Santana (CE), Fátima Bezerra (RN) e Wellington Dias (PI). Também participam os governadores Flávio Dino (PCdoB-MA), João Azevedo (PSB-PB), Paulo Câmara (PSB-PE), Belivaldo Chagas (PSD-SE) e Renan Filho (MDB-AL). O grupo tem como superintendente o ex-ministro Carlos Gabas (governos Lula e Dilma).

Sobre a iniciativa, oficializada na última segunda-feira (29), Rui Costa afirma: “não podemos deixar o povo esperando a chegada de médicos que, até o momento, não sabemos quando irá ocorrer”. A fala é uma referência a um programa que o governo Bolsonaro anunciou para tentar substituir o Mais Médicos, mas que ainda não saiu do papel ou tem qualquer detalhamento sobre como seria implementado.

Costa reitera que os governadores do Nordeste tomaram a dianteira nessa pauta porque a falta de respostas “provoca sofrimento às pessoas que precisam de atendimento”.

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