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Ciência e inovação mais perto de todos

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Secretário Lucas Ramos

Diário de Pernambuco 

O deputado estadual licenciado Lucas Ramos passou a lidar com o desafio de gerir a necessidade de mão-de-obra qualificada, atendendo as demandas das empresas e contribuindo com o desenvolvimento de Pernambuco.

Há sete meses, o administrador petrolinense, de 35 anos, está à frente da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), contando com um orçamento anual na ordem de R$ 150 milhões, sendo R$ 72 milhões focados na pesquisa científica. Em entrevista ao Diário, o secretário destacou os aportes de capacitação que vêm sendo desenvolvidos nas diversas regiões do estado, ampliando horizontes no tocante à competitividade. Como destaque, o gestor pontuou a ampliação do acesso ao Ensino Superior, visto como porta de entrada do mercado de trabalho.

A sua pasta tem o papel, entre outros pontos, de fomentar políticas públicas de desenvolvimento tecnológico, de apoio à ciência e de estímulo para que jovens e adultos consigam chegar às salas das universidades. Como tem funcionado este planejamento para alcançar a outra ponta, obtendo resultados efetivos?

O atual modelo, elaborado em 2017, vem sendo atualizado e agora modernizado. Trata-se de uma espécie de bússola para que a gente consiga desenvolver políticas de ciência e tecnologia em Pernambuco. A pandemia atrapalhou um pouco, mas a nossa ideia é de entregar, em 2022, um novo plano. Teremos seminários por todo o estado, ouvindo as pessoas, envolvendo centros de pesquisa, instituições de ensino e todo o sistema de inovação.

O ProUni Pernambuco, lançado recentemente pelo governo do estado e coordenado pelo senhor, tem a convocação dos estudantes selecionados para este mês de março. Como está este processo? Quais são as características que diferenciam o programa na modalidade estadual? O que vem pela frente?

Eu digo para você, sem medo de errar, que o nosso programa é o maior sistema de formação e inclusão social do Brasil, dentro deste segmento. Nós permitimos ao aluno receber um crédito mensal de R$ 500 para que seja usado em todas as nuances da sua formação e não deixando-o preso apenas ao pagamento do boleto da faculdade. Desta forma, ele pode comprar livros, fazer um curso extra de formação ou mesmo para ajudá-lo no transporte e qualquer outra despesa que hoje ainda dificulta a caminhada dos estudantes. Nós lançamos mil bolsas e já estamos arrumando a casa para uma nova edição, no segundo semestre deste ano, com um número que pode ser ainda maior. Temos um diferencial, com o foco na chamada carreira CTEM (ciência, tecnologia, engenharia, matemática) e um ponto muito importante, que é acreditar no potencial do aluno. Todos precisam cumprir uma contrapartida em programas de extensão, como um estágio, uma mentoria ou o desenvolvimento de uma pesquisa científica. Algo que vai contribuir na própria estrada deles. Já nas próximas semanas, os selecionados vão começar a comparecer para assinar os termos de aceitação e estarão com todo o gás para dar partida a uma nova vida acadêmica.

A chegada de oportunidades para os alunos, com a chance de alcançar degraus mais altos, também implica em programas para valorização e capacitação dos professores? O que pode ser feito para a melhoria na qualidade de ensino das universidades?

Sem dúvida! Não poderíamos pensar nos estudantes e deixar de lado as carências, ainda existentes, entre os docentes. Por meio da Fundação de Amparo à Ciência (Facepe), vamos ofertar bolsas de mestrado e doutorado voltadas, exclusivamente, para os nossos professores, ampliando a formação. Já firmamos parceria com 37 instituições, mas temos capacidade para receber muito mais. Eu aproveito também para falar do PET (Programa de Extensão Tecnológica), onde firmamos parcerias, por meio da nossa Universidade de Pernambuco (UPE), para uma formação continuada. Já tivemos adesão do Google, da empresa Accenture e agora já recebemos um sinal positivo da Fiat Chrysler. Nós ainda temos outro caminho favorável, com o programa de Residência Tecnológica (Resitec). Na prática, a ideia é de requalificação de recursos humanos de nível superior. Temos áreas em alta no mercado como robótica, jogos digitais, inteligência artificial, entre várias outras.

No campo de desenvolvimento das empresas, que são geradoras de postos de trabalho e movimentam a economia do estado, quais ações tem sido realizadas?

A secretaria aporta R$ 600 mil nesse projeto para financiar soluções em tecnologia que vão possibilitar uma escalada das indústrias. Podemos destacar também o nosso Parqtel, que fica na Várzea, aqui no Recife. Eu já revelo para você que ele vai passar por um amplo processo de requalificação, recebendo um aporte de R$ 9 milhões. Isto vai permitir a implantação de novos ambientes temáticos para desenvolvimento de ideias para determinadas cadeias.

Em meio à pandemia que estamos vivenciando, como a SECTI tem atuado para aliar tecnologia e saúde? Quais os principais desafios para 2021?

Adquirimos um software para monitoramento da vacinação. Vamos iniciar um processo licitatório, até o próximo mês, também junto ao Porto Digital, o que vai nos possibilitar fazer este mapeamento. Lembro também a compra de uma máquina de análise laboratorial para identificar o coronavírus nas amostras do exame RT-PCR, já instalada em nosso laboratório central. O nosso grande desafio é fazer com que este isolamento social não dificulte a execução de outras políticas públicas. Queremos criar uma agenda para jovens, adultos e até crianças.