Segundo a PCPE, o corpo de Samara da Costa Mendes foi encontrado carbonizado dentro da residência onde ela morava. O principal suspeito de atear fogo no local é o companheiro da vítima

Samara Costa, 18, foi assassinada pelo companheiro no Recife

Uma jovem de 18 anos foi vítima de feminicídio na tarde desse domingo (22) no bairro de Santo Amaro, área central do Recife. Segundo a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), o corpo de Samara da Costa Mendes foi encontrado carbonizado dentro da residência onde ela morava, na rua Três de Fevereiro, no bairro de Santo Amaro. Sérgio Ricardo, o delegado responsável pelo caso, disse que o suspeito confessou o crime.

O principal suspeito de atear fogo no local é o companheiro da vítima, Kaleu Cristian Silva Regueira Costa, de 24 anos. Segundo Sérgio, Kaleu esfaqueou Samara, jogou aerosol no corpo dela e tocou fogo na jovem.

De acordo com a PCPE, testemunhas que presenciaram a cena tentaram linchar o homem, que foi preso em flagrante pelo crime de feminicídio e conduzido por policiais militares para a sede da Delegacia de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP), onde aguarda por audiência de custódia. A PCPE informou ainda que um inquérito policial foi instaurado para apurar o caso.

De acordo com familiares da vítima, o casal vivia junto há aproximadamente 2 anos e havia se mudado para Recife há 6 meses. A família, que vivia em Maceió, mantinha certa proximidade com a vítima e o agressor, que, segundo testemunhas, mantinham uma relação conturbada.

Uma testemunha, que preferiu não se identificar, afirmou que não existiam ameaças por parte da vítima. “Ele batia nela escondido. Samara já tinha dito que ia terminar a relação por conta dessas agressões, já que ela tinha perdido até um filho por conta dele”, afirmou. “Ele sempre proibia Samara de sair, e ela chegou a descobrir casos de traição por parte dele”, complementou.

Os vizinhos, que testemunharam os comportamentos agressivos de Kaleu e, na noite do último domingo, a tentativa de fuga do suspeito, afirmaram que ele tentou escapar pelos telhados das casas vizinhas. “No começo a gente pensou que fosse uma explosão de gás, mas depois vimos que não era; ainda tentaram salvar Samara mas não conseguiram”, disse uma moradora da comunidade.(Folha de Pernambuco)

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