A alta no preço das passagens aéreas no trecho entre Recife e Petrolina, e seu impacto para a economia e o dia a dia dos usuários foram tema de audiência pública da Comissão de Desenvolvimento Econômico nesta quinta (12). Presente à reunião, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) se dispôs a apurar uma possível cobrança abusiva por parte da companhia Azul, que passou a ser a única a fazer a rota após a saída da Avianca, em abril. A empresa, que não participou do encontro, será chamada para uma nova discussão, que poderá ocorrer na cidade do Sertão do São Francisco.

A audiência foi proposta pela deputada Dulcicleide Amorim (PT). A parlamentar apresentou valores de uma pesquisa de preços feita nesta quinta, em que as passagens de ida e volta eram vendidas por mais de R$ 5 mil. “Esse valor está impraticável e afeta o Poder Público, o turismo e também as pessoas atendidas pelo polo médico. Como fará alguém que espera por um transplante e precisa viajar de última hora para receber o órgão?”, exemplificou. “Queremos saber o porquê desses aumentos abusivos. A Azul é parceira de Petrolina, mas precisamos achar um ponto de equilíbrio”, disse.

Dulcicleide Amorim avaliou que as outras companhias que operam rotas em Petrolina (Gol e Passaredo) e a Latam podem ser estimuladas a fazer voos para o Recife, gerando concorrência e barateando as passagens. A deputada chamou atenção para o fato de que Petrolina é o maior exportador de frutas do País e o segundo maior polo de fabricação de vinho.

Participaram da audiência o superintendente do Aeroporto de Petrolina, administrado pela Infraero, Alysson Cabral, o secretário-geral do Ministério Público de Pernambuco, Maviael de Souza Silva, o Secretário-executivo de Turismo do Estado, Antônio Baptista, representantes da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), e Bruno Brennand, representante da Prefeitura de Petrolina.(Ascom)

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