:“A gente depende do bar para viver. Se a praia ficasse daquele jeito, ninguém ia ficar no bar da minha mãe”, contou Everton. (Foto: Leo Malafaia/AFP)
“Eu estava ajudando minha mãe no bar. Quando vi o pessoal tentando tirar aquela sujeira do mar, e as pessoas na praia com medo, só pensei no trabalho de minha mãe”, contou o jovem. “A gente depende do bar para viver. Se a praia ficasse daquele jeito, ninguém ia ficar no bar da minha mãe”, contou.
Aluno do 7º ano do Ensino Fundamental, Everton é o caçula dos quatro filhos de Ivaneide. Nos fins de semana e feriados, ajuda a mãe no pequeno bar que a família mantém na areia da praia de Itapuama, município do Cabo de Santo Agostinho (PE). “
“Trabalho na praia há mais de 10 anos. Dependo disso aqui para viver. Há dois anos, consegui montar meu próprio bar e ele (o garoto) me ajuda”, afirmou Ivaneide. “A gente ficou assustado quando viu as manchas de óleo no mar e na areia. A praia estava cheia, mas muita gente ficou com medo e foi embora. E, quando vi ele já estava dentro da água ajudando a recolher a sujeira. Pedi para ele sair porque algumas pessoas falaram que poderia fazer mal à saúde dele, mas cadê que ele me ouvia?”, lembrou.(Diário de Pernambuco)

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