Resultado de imagem para a cesar o que é de cesar

*Vinicius de Santana

        A primeira pesquisa aportada em Petrolina, nesses últimos dias, abordando a eleição para prefeito em 2020, foi favorável ao prefeito Miguel Coelho e bem aceita pela oposição que, a cada dia, marcha conscientemente na busca de unidade para o pleito que se avizinha.

        Como o resultado retrata o momento atual, os números podem não representar o sucesso das urnas, apesar do favoritismo do prefeito Miguel Coelho hoje. Mas a eleição não é hoje, nem amanhã, nem depois; será em outubro de 2020 e, até lá, o petróleo pode aumentar, o desemprego pode diminuir, o presidente Bolsonaro pode demandar mais impropérios e por aí segue um sem número de coisas que podem ocorrer- além das expectativas -, não ocorrer – contra as expectativas – ou, simplesmente, se manter – pela conveniência.

          Mas de uma coisa fiquemos certos: Petrolina vai continuar crescendo, se desenvolvendo, independente de eleições, de preferências partidárias políticas, de o momento ser da situação ou da oposição… Isso porque há uma independência empregatícia e financeira de sua gente, um povo que trabalha dia e noite para ter uma vida digna e operosa.

        Exemplo dessa independência é o fato de a máquina da Prefeitura, com seus mais de 5 mil servidores, empregar poucas pessoas em cada governo (pouco mais de 500) nos chamados cargos comissionados, todos elas apadrinhadamente ligadas  ao prefeito e aos vereadores de situação. O restante da população vive do próprio suor. Cidadãos e cidadãs deixam suas casas cedo para operar no campo, no comércio e na indústria, fortalecendo a empregabilidade que enriquece Petrolina.

        Nessa perspectiva, resultados de pesquisas que são divulgados, a uma distância tão grande da próxima eleição e quando ainda não há candidatos definidos e não se conta com a organização partidária e suas coligações, ou seja, tudo ainda sem rumo e sem prumo, servem apenas para acalentar o sonho dos situacionistas. O núcleo pensante da própria política do Prefeito sabe que a eleição em Petrolina vai ser muito bem disputada, doa a quem doer.

        De véspera, a única coisa que se ganha é peru no Natal. E aliás, diga-se de passagem que, como nas últimas décadas os perus andam muito escassos (e põe escassez nisso), nada mais se ganha de véspera. Então temos de nos contentar com o chester que é somente um frango grande disfarçado de peru, encontrado com fartura em qualquer lugar.

        Assim, os festejos antecipados de resultados de pesquisas precoces podem ser vistos como um chester, ave abatida com 50 dias, enquanto o peru é abatido com doze semanas, ou seja, o verdadeiro peru requer maturação.

        No momento, faltam organização, realinhamento político, compromisso com o futuro da cidade e novidades eleitorais, principalmente depois que o Presidente da República foi eleito dentro de casa, usando como ferramenta um celular, chegando aos lares pelo zap e tendo os filhos como condutores no Rio de Janeiro.

        A pesquisa apresentada retratou o bom momento que o governo do município vive, cumprindo, até certo ponto, o que assumiu como candidato em praça pública para fazer uma administração a contento. Nesse sentido, dá-se “a César o que é de César”. Para além, é aguardar 2020, após as convenções de julho e os nomes escolhidos pelos partidos para a disputa pela Prefeitura e pela Câmara Municipal.

        Eleição é a do dia, do momento eleitoral, que mexe sim com a opinião pública em cada cidade depois das convenções, das escolhas dos nomes e tal. O resto é mera expectativa alimentada (pelo chester), é blá blá blá.

        Só para ilustrar esse entendimento, na campanha de 2016, votaram em Petrolina 168 mil eleitores, com 155 mil votos válidos. Miguel Coelho obteve 60 mil votos; a oposição obteve 92 mil votos (Odacy, Edinaldo, Adalberto e Perpétua). Dois anos depois (2018), na eleição para presidente, governador, senador e deputados federal e estadual, em Petrolina, para governador, a oposição (Paulo e Júlio Lóssio) obteve 73 mil votos, enquanto o candidato do grupo do prefeito Miguel, Armando Monteiro, somou 38 mil votos. No primeiro turno da eleição para presidente, Haddad obteve 74 mil votos, Bolsonaro, 44 mil votos, e o candidato do grupo do prefeito, Geraldo Alkimim, 1.841 votos. No segundo turno, Haddad obteve 105 mil, e Bolsonaro 49 mil votos.

        Com esses números, dá pra entender como votam os eleitores de Petrolina? Portanto, muita coisa vai acontecer até as convenções partidárias no próximo ano. Preparem-se para uma grande disputa, sem favoritismo.  O resto é lorotagem esporte clube.

 

*Vinicius de Santana é radialista e produtor do www.blogviniciusdesantana.com

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