Em 2020, a biodiversidade é o tema do Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 5 de junho, que no Brasil foi instituída a Semana do Meio Ambiente. E, quando se trata deste assunto, o Brasil é o país que exibe a maior biodiversidade de flora e fauna do planeta. Grande parte desta riqueza natural é protegida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

São 334 unidades de conservação federais, distribuídas por todos os biomas. Além de cuidar das áreas de proteção, há toda uma dedicação à conservação e à recuperação das espécies ameaçadas de extinção com pesquisas e planos de ação.

A tarefa não é fácil, são 171.424.192 hectares de áreas protegidas pelo ICMBio e 12.262 espécies avaliadas. Essa riqueza natural atrai milhões de visitas. Só no ano passado, as unidades de conservação receberam mais de 15 milhões de visitas em busca de contato com a natureza.

A proteção à biodiversidade, entretanto, também trabalha com suas singularidades. Um exemplo disso é o cuidado com a jararaca de Murici (Bothrops muriciensis). Ela é uma espécie rara por natureza e encontrada somente em baixas densidades populacionais dentro de uma pequena área na Estação Ecológica (Esec) de Murici, em Alagoas. A jararaca foi descrita em 2001 e, em 2014, foi incluída na lista de espécies ameaçadas de extinção do MMA. É uma espécie “guarda-chuva”, que protege todo o ecossistema em que vive e, consequentemente, todas as espécies endêmicas e ameaçadas de extinção. A jararaca de Murici é volumosa, não passa de um metro e ainda não se conhece as propriedades farmacológicas. Provavelmente, deve ser recategorizada de Em Perigo para Criticamente Ameaçada. A espécie tem como principal inimigo os traficantes de animais silvestres e, para protegê-las, foram instaladas câmeras traps (fotografam e filmam o acesso na unidade), além das constantes operações de fiscalização.

Uma boa notícia para a biodiversidade na semana que se festeja o Dia Mundial do Meio Ambiente (comemorado dia 5 de junho) é o aniversário de dois anos de criação do Refúgio de Vida Silvestre e Área de Proteção Ambiental da Ararinha Azul, unidades de conservação federais que foram criadas em 2018, especialmente para abrigar e proteger a espécie e recuperar seu habitat, na Bahia.

Em março deste ano, o governo federal comemorou a chegada de 52 exemplares de ararinha-azul (Cyanopsitta spixii) que retornaram ao seu lar: a caatinga baiana. As aves, que vieram da Alemanha, estão sendo preparadas para serem soltas na natureza. Elas terão a ajuda das maracanãs da região, que ensinarão as ararinhas-azuis a conhecerem o ambiente. Exclusiva da Caatinga, a ararinha-azul teve sua população dizimada pela captura e tráfico de animais silvestres. É considerada uma das espécies de aves mais ameaçadas do mundo. Mas, em breve, elas passarão, junto com as maracanãs, a voar pelos céus do sertão baiano.

O jacaré-do-papo-amarelo é um animal carnívoro que vive aproximadamente cinquenta anos. É conhecido por esse nome porque na fase do acasalamento costuma ficar com a área do papo amarelada. Ameaçado de extinção, ele é protegido pela Estação Ecológica de Carijós, localizada ao norte da Ilha de Santa Catarina, que também cuida de importantes manguezais dos rios Ratones e Saco Grande. A unidade de conservação tem 712 hectares e diversas espécies de animais, incluindo a lontra, que vive na região. A unidade é importante para reprodução e crescimento de seres marinhos, como camarões, caranguejos, tainhas e robalos.

As unidades também protegem cânions e cavernas, com uma biodiversidade singular. O cânion com profundidade de 700 metros, com paredões verticais e uma fenda estreita, fica no Parque Nacional de Aparados da Serra, no Rio Grande do Sul e é considerado um dos maiores das américas. As paredes rochosas são preenchidas pelo verde exuberante da Mata Atlântica. A unidade, formada por uma Mata Atlântica e uma Floresta de Araucária, serve de morada também para papagaios-do-peito-roxo, jaguatirica, guaxinim e leão-baio. (Ascom Ministério do Meio Ambiente)

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