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O grande palco político de Bolsonaro no 7 de setembro

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Trio elétrico de Silas Malafaia vai concentrar deputados da base, pastores, empresários bolsonaristas que foram alvo de operação do Supremo

 

O grande palco político de Bolsonaro no 7 de setembro
O presidente Jair Bolsonaro abraça o pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo Isac Nóbrega/PR

O trio deverá receber representantes de todas as vertentes do bolsonarismo: deputados estaduais e federais, ministros, pastores evangélicos influentes como Cláudio Duarte, da Igreja Recomeçar, parlamentares e empresários que foram alvo da operação decretada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes há duas semanas.

O aluguel de uma estrutura privada em nome de Malafaia foi pensado. A ideia é que Bolsonaro, presidente candidato à reeleição, evite infrações eleitorais como o uso de uma estrutura pública para fins políticos.

Oficialmente, o evento do Exército, caracterizado como um “tributo cívico-militar” em homenagem ao bicentenário, começará às 15h com a presença do presidente da República. O roteiro extraoficial na agenda de Bolsonaro prevê que ele deixe o palco às 16h e se dirija ao trio elétrico de Malafaia. Antes, ele chegará ao local do evento, nas cercanias do Forte de Copacabana, em uma motociata que partirá do Aterro do Flamengo.

Pelo tom das conversas dos últimos dias, Malafaia e outros apoiadores vão partir para ataques a Lula, lembrando os escândalos de corrupção dos governos petistas, e ataques ao STF pela rejeição do voto impresso.

Em um vídeo publicado em seu canal na última segunda-feira, o pastor pediu, “em nome de Jesus”, que as urnas eletrônicas tivessem o sistema “paralisado” durante o período de votação caso ocorra o que ele considera uma “fraude eleitoral”. Malafaia também repetiu a fake news de que, se eleito, Lula fechará igrejas evangélicas.

Amigo e aliado do pastor , o líder da Frente Evangélica no Congresso, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), vai em direção oposta. “Acho que precisamos lembrar ao povo que o Supremo desrespeitou o Congresso três vezes ao não ir contra o voto impresso”, diz ele, que afirma ter levantado decisões do Congresso a favor do voto impresso tomadas nos governos Fernando Henrique Cardoso, Lula e Dilma.

Durante discurso para apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, Bolsonaro xingou o ministro do STF Alexandre de Moraes — Foto: Paulo Lopes/AFP

Interlocutores de Bolsonaro que estarão no palanque se dividem entre qual tom o presidente adotará no seu discurso. O núcleo mais radical aposta que ele dobrará a aposta nos ataques ao STF e a todos que considera “inimigos políticos”, incluindo jornalistas. A avaliação deste grupo é que uma vitória de Lula no primeiro turno está praticamente descartada, e a radicalização do 7 de setembro ajudaria a “galvanizar” sua base eleitoral na reta final.

Já auxiliares do Planalto ligados ao Centrão querem que o presidente esqueça o Supremo e concentre sua munição em Lula e nos escândalos de corrupção dos governos do PT. Este núcleo político admite que ninguém sabe exatamente o que Bolsonaro falará no trio elétrico — e teme arroubos de última hora, como ocorreu na convenção que o lançou candidato à reeleição no Rio.

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Na ocasião, como relatou a equipe do blog, Bolsonaro seguiu um discurso roteirizado que elencou agendas de seu governo e distante de sua tradicional narrativa bélica. Não durou muito: o presidente encerrou o discurso com uma convocação colérica para os atos de 7 de setembro – “pela última vez”, como fez questão de frisar.(O Globo)

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