Vapt-vupt: Blog entrevista maestro Spok em sua passagem por Petrolina

Maestro Spok_Dançando no Galo_Crédito Divulgação_

Aproveitando a passagem da Spok Frevo Orquestra por Petrolina, o Blog Vinicius de Santana fez uma entrevista Vapt-vupt com Inaldo Cavalcante de Albuquerque, mais conhecido como Maestro Spok. Nesse bate-papo, o maestro de uma das melhores big bands do Brasil falou sobre frevo e da história de sucesso dessa orquestra pernambucana.

Como surgiu a Spok Frevo Orquestra

A orquestra surgiu há uns 15 anos atrás quando a gente juntou um grupo de amigos para fazer uma big band, uma orquestra que tocasse o universo do repertório das big bands americanas, da Orquestra Tabajara… E nessa prática, com o passar do tempo, apareceu um artista chamado Antônio Nóbrega e juntos começamos a viajar o Brasil e o mundo. Gravamos CD’s, DVD’s e o trabalho com Nóbrega possibilitou que a gente pudesse acreditar no próprio trabalho da orquestra. Ele foi muito importante para que a orquestra continuasse viva, e daí passamos a fazer um trabalho nosso. Gravamos nosso primeiro disco, já com a intenção de levar o frevo da rua para um palco de um teatro.

 Trabalhando e vivendo por um sonho

Na verdade, para gente, são sonhos realizados a cada momento que a gente vive. Particularmente, dentro da orquestra, eu venho tendo vários sonhos realizados. Estar aqui (em Petrolina) hoje é um sonho realizado, poder falar de frevo, tocar frevo fora do período de carnaval para mim é uma coisa sensacional. Poder fazer com que as crianças possam escutar sobre o frevo e nossos mestres e fazer com que essa verdade fique assegurada, independente dos períodos de carnaval e despertar esse interesse é um sonho.

O Frevo é o protagonista

Era um sonho de músico que a gente tinha de poder fazer com que as pessoas escutassem o frevo e não, necessariamente, só pularem e dançarem. Porque a gente sempre achou que quando elas dançam e pulam, a música passa a ser uma terceira ou quarta pessoa e eu sou apaixonado e amo o carnaval por isso. Mas, como músicos, a gente também sonhava e acreditava que essa música também poderia ser a primeira pessoa em alguns momentos pelo poder que ela tem. E a gente resolveu gravar um disco, onde a gente até se veste de paletó e gravata, porque eu vi a foto dos meus mestres que se vestiam assim e eu queria fazer essa homenagem e, ao mesmo tempo, dar uma roupagem diferente para a música frevo. Para que as pessoas sem o colorido, sem os passistas pudessem ouvir a música.

Frevo que ganha o Brasil e o mundo

Cada dia que se passa a gente toca em mais e mais festivais de música instrumental, de jazz, salas de concerto que a gente nunca sonhou em estar e só conhecia por vídeo. O frevo de rua é o trabalho que a orquestra faz principalmente, tanto que estou aqui hoje e não é época de carnaval, nem semana pré-carnavalesca e estamos aqui por causa do frevo. Todos os dias da minha vida eu trabalho com frevo, e isso não acontecia na minha vida. E cada vez mais a gente está viajando para lugares mais distantes e levando a alma do nosso povo.


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