Preço dos alimentos pode variar mais de 200% em Petrolina e Juazeiro

Pesquisar ainda é a melhor saída para quem deseja economizar nas compras. É o que conclui o estudo realizado pelo Colegiado de Economia da Facape que calcula mensalmente o Índice de Cesta Básica (ICB). De acordo com a pesquisa, as variações no preço dos alimentos da cesta básica em Petrolina (PE) e Juazeiro (BA) apresentam variação em um produto de até 242% na cidade baiana e de quase 273% no município pernambucano.

Em Juazeiro, o tomate é o item da cesta básica que tem a maior variação de preço, com valor mínimo de R$ 1,75  e valor máximo de R$ 5,99 cada quilo. Já em Petrolina, é possível economizar no valor da margarina (250g), que apresenta valores de R$ 1,19 até R$ 4,45. Outro produto que chega aos 200% de variação de preço na cidade é a farinha, que pode custar entre R$ 2,49 e R$ 7,48 o quilo.

Apesar da alta taxa de variação nos preços encontrados nos mercados das duas cidades, a pesquisa revela uma pequena estabilidade no valor médio da cesta básica. Em comparação com o mês de janeiro, o valor da cesta em fevereiro teve queda de 3,62% em Juazeiro e um leve aumento em Petrolina de 0,14%. O custo médio da cesta nas duas cidades foi de R$ 306,26 e R$ 309,40, respectivamente. Esses valores representam, aproximadamente, 32% do salário mínimo.

A pesquisa sugere que a estabilidade no custo médio total da cesta básica é reflexo das condições da oferta e da procura. O tomate, cuja as elevações contínuas de preço aumentavam o custo da cesta básica, acabou perdendo força em fevereiro. A carne bovina, por sua vez, teve redução na procura, o que fez com que os frigoríficos segurassem o repasse no aumento do preço do produto para não dificultar a comercialização.

O estudo aponta que os valores observados para o café sugerem a perspectiva de uma safra recorde no Brasil, cujo aumento da oferta tende a derrubar as cotações do produto no mercado internacional. O preço do feijão confirma a mesma tese da estabilidade de outros produtos: a disponibilidade do item impede o crescimento dos preços.

Brasil – A nível nacional, os cálculos do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) encontraram um comportamento diferenciado do custo da cesta básica em fevereiro, com redução do custo em 13 das 20 capitais pesquisadas. A maior alta mensal ocorreu em Belém (3,37%). A maior redução ocorreu em João Pessoa (-3,96%). A cesta mais cara foi a do Rio de Janeiro (R$ 438,36). Salvador teve a cesta mais barata (R$ 336,59). (Ascom)





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